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PARTO PÉLVICO – DA TEORIA À PRÁTICA

BREECH BIRTH – FROM THEORY TO PRACTICE (click for English)

Cerca de 3 a 4% dos fetos encontram-se em apresentação pélvica no final da gravidez. Também nas gravidezes gemelares não é rara a apresentação pélvica do segundo gémeo.

Em Portugal, até há menos de uma década, estes partos aconteciam com alguma frequência por via vaginal. Mas, hoje em dia, a conduta varia de hospital para hospital e em quase todos não é dada a opção de permitir o desenrolar do trabalho de  parto e tentar que este aconteça por via vaginal, sendo programada uma cesariana.

Mesmo quando as instituições têm uma política de cesariana programada em todos os fetos em apresentação pélvica, situações inesperadas podem acontecer e a experiência na assistência a estes partos não deve desaparecer.

Quer o American College of Obstetricians and Gynecologists – ACOG (“Mode of Term Singleton Breech Delivery”, publicado em 2006 e reafirmado em 2016), quer o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists – RCOG (“Management of Breech Presentation”, publicado em 2017), consideram que o parto vaginal pélvico planeado é uma opção válida dentro de certos critérios clínicos e que a decisão em relação à via do parto pélvico deve ter em conta o consentimento informado da grávida e a experiência do profissional de saúde.

Foi também recentemente publicada na Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa uma revisão sobre este tema que concluiu que, na ausência de contraindicações para o parto pélvico vaginal, a grávida deverá ser informada dos riscos e benefícios das duas possíveis vias de parto, obtendo-se o consentimento informado para a opção escolhida pela grávida (Ferreira A, Ayres-de-Campos D. Parto pélvico vaginal – uma opção clínica na atualidade?. Acta Obstet Ginecol Port 2016;10(2):142-147).

Assim, os componentes essenciais do parto pélvico vaginal planeado são a seleção apropriada de casos, a sua gestão de acordo com um protocolo rigoroso e a disponibilidade de profissionais qualificados.

Além destas situações de parto pélvico vaginal planeado, não nos devemos esquecer que é necessário ter conhecimento para assistir uma grávida que chegue ao hospital em período expulsivo em apresentação pélvica. As sociedades internacionais são consensuais: todas as maternidades devem ser capazes de fornecer uma assistência especializada para o nascimento vaginal pélvico quando uma mulher é admitida em trabalho de parto avançado.

Relativamente à gravidez gemelar, também poderá ser necessária a assistência ao parto pélvico. Não está recomendada a realização de cesariana quando o segundo gémeo não se encontra cefálico. Assim, após a expulsão de um primeiro gémeo cefálico, pode ser necessária a assistência a um parto pélvico vaginal (ACOG, “Multifetal Gestations: Twin, Triplet, and Higher-Order Multifetal Pregnancies”, Outubro/2016).

O Colégio da Especialidade de Ginecologia/Obstetrícia considera, no seu programa de formação em Ginecologia e Obstetrícia, que o parto pélvico vaginal é um ato técnico importante para o desempenho profissional da especialidade e que todos os internos devem executar no mínimo 5 partos pélvicos por via vaginal durante a sua formação.

Sendo atualmente o parto pélvico vaginal um acontecimento raro, é importante o seu treino recorrendo a simuladores biomédicos.

Concluímos assim que é necessária formação na assistência ao parto pélvico para um melhor acompanhamento das utentes das maternidades portuguesas, nomeadamente em situações de admissão hospitalar em período expulsivo, recusa informada da grávida em realizar a cesariana ou parto pélvico de segundo gémeo.

 

OBJETIVOS

No final desta formação os formandos devem ser capazes de:

  • Conhecer a história do parto pélvico vaginal e o motivo de quase ter desaparecido
  • Compreender a teoria da posição fetal pélvica
  • Conhecer os critérios de seleção para um parto pélvico vaginal seguro
  • Compreender a fisiologia do parto pélvico e posições para optimizar o parto
  • Reconhecer as complicações do parto pélvico e as manobras para a sua resolução.

 

O FORMADOR

O Dr. Stuart J. Fischbein é médico ginecologista/obstetra em Los Angeles, fellow do American College of Obstetricians and Gynecologists e autor do livro “Fearless Pregnancy, Wisdom & Reassurance from a Doctor, A Midwife and A Mom”. Com mais de 30 anos de experiência profissional, acompanha predominantemente partos pélvicos vaginais, partos gemelares vaginais e partos vaginais após cesariana.

 

DESTINATÁRIOS

  • Médicos Internos e Especialistas em Ginecologia/Obstetrícia
  • Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia (EESMO) e alunos da especialidade EESMO

 

DATAS E LOCAIS

18 de maio de 2018

Hospital Garcia de Orta

Turma A – 9:00 às 12:30

Turma B – 14:00 às 17:30

 

21 de maio de 2018

Centro Hospitalar Póvoa de Varzim – Vila do Conde

Turma A – 9:00 às 12:30

Turma B – 14:00 às 17:30

 

::: Formação em inglês. Máximo de 15 elementos por turma, para garantir que todos têm tempo para treinar a parte prática adequadamente. Faça a sua inscrição para garantir lugar.  :::

 

INSCRIÇÃO

18 maio – Hospital Garcia de Orta

  • Profissionais do HGO: 75€
  • Profissionais de outras instituições: 100€

Faça a sua inscrição em https://goo.gl/MrgZRu (por favor copie este endereço do formulário e cole na barra de endereços de uma nova janela do seu browser)

21 maio – CHPVVC

  • Profissionais do CHPVVC: 75€
  • Profissionais de outras instituições: 100€

Faça a sua inscrição em https://goo.gl/forms/dmNw5WopsZydUgno2 (por favor copie este endereço do formulário e cole na barra de endereços de uma nova janela do seu browser)

 

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