Intervenções 2016

30 JANEIRO 2016 | CENTRO CULTURAL DE CASCAIS

 

Marta_Gabriela_Oliveira

10h30 Como se nasce em Portugal? Apresentação dos resultados do inquérito Experiências de Parto em Portugal

Marta Gabriela Oliveira e Érica Lopes Ruivo, APDMGP

3383 mulheres responderam ao apelo da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto e deram conta das suas experiências de parto em Portugal entre 2012 e o final do primeiro trimestre de 2015, através da resposta ao inquérito Experiências de Parto em Portugal. O que revelou este inquérito? Que conclusões podemos traçar? E quais as recomendações da APDMGP perante os resultados obtidos? Como foram estes resultados recebidos pelo Comité da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres, das Nações Unidas (CEDAW), na sua 62ª sessão, em Outubro passado? Que retrato podemos traçar do nascimento atualmente em Portugal e que caminhos se desejam para o futuro?

 

Mark_Harris_211h45 O pai – a dança do masculino e do feminino no parto*

Mark Harris, Birthing Awareness

“Homens e mulheres experienciam o mundo de forma diferente. Tornou-se controverso dizer isto, mas a própria experiência de nos relacionarmos com homens e mulheres na nossa vida quotidiana provavelmente afirma isso mesmo, para não falar das canções pop e as nossas referências culturais acerca do relacionamento entre sexos. Se lermos os livros de história, encontramos múltiplos exemplos do mesmo fenómeno, os chineses com o ying e yang e o o conhecimento antigo do sub-continente indiano através de shakti e shiver. A ‘ciência moderna’, com o seu ênfase na nossa raiz evolucionária adaptativa; as diferenças de entendimento acerca da nossa luta pela sobrevivência enquanto espécie de mamíferos. Depois de 20 anos acompanhando centenas de partos e testemunhando o desenrolar da dança do feminino/masculino nesses momentos, penso poder partilhar alguns insights capazes de ajudar, não só os homens enquanto eles dançam a dança de estar com aquela que amam durante o parto, mas também os profissionais, nas suas tentativas de comunicar com os homens acerca do parto e da amamentação.”

 

Fátima_Marques (2)14h00 O ponto de vista do bebé: a viagem essencial – 18 meses

Fátima Marques, APDMGP

Quem já passou pela experiência de um parto?
À primeira vista podemos pensar que só as mulheres que já tiveram um filho podem responder que sim a esta pergunta.
Na verdade a resposta única é sim. Todos nós já passámos pela experiência do parto do ponto de vista do bebé. E embora as memórias não estejam acessíveis ao nosso consciente, elas fazem parte das nossas memórias celulares.
Que influência estas memórias têm nas nossas vidas?
E na forma como olhamos o parto e os bebés em geral?
Como podemos usá-las para compreender melhor as necessidades básicas de um bebé, não de um ponto de vista intelectual, mas de um ponto de vista orgânico?

 

Sandra_Cunha14h45 Quando a gravidez termina num colo vazio

Sandra Aranha Cunha, Associação Projeto Artémis

Uma gravidez nem sempre tem um final feliz, a perda gestacional acarreta um sofrimento imenso aos pais, que ao longo do tempo de gestação investiram emocionalmente naquele bebé. A sociedade, bem como as equipas médicas, nem sempre conseguem lidar com estes pais da forma mais assertiva, proporcionando-lhes um sofrimento menos isolado. O sofrimento não é anulável, mas pode ser minimizado. Como ajudar estes pais, o que lhes podemos proporcionar para não sofrerem em silêncio? São pormenores que fazem a diferença na vida destes casais.

 

Mães_d'Água15h30 Nascer na Água?

Inês Anjo, Mães d’Água – Parto na Água em Portugal

“Se em muitos países o parto na água é visto como uma metodologia promotora do parto normal/natural, em Portugal ainda não é uma opção consensual. A opção de Parto na Água num hospital público foi possível no nosso país, e foi após o encerramento deste serviço que surgiu o movimento cívico Mães d’Água- Parto na Água em Portugal. Afinal o que é o Parto na Agua? Que riscos e benefícios tem para mães e bebés? O que nos diz a evidencia científica? O que é preciso mudar na assistência ao parto em Portugal? O que sentem os casais que passaram pela experiência e o que move este movimento cívico? Falar de Parto na Água dando voz a quem viveu a experiência.”

 

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Nascer em Amor 2016 é o primeiro encontro promovido pela Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto. Um dia que queremos de inspiração, partilha, informação e suporte mútuo entre profissionais do parto (EESMO, médicos/as obstetras, doulas, CAM), terapeutas e famílias. Fique atento, este site encontra-se ainda em construção.

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